Pesquisadores da Uespi desenvolvem estudo para acelerar processo de reparação óssea

A pesquisa foi desenvolvida pelo Núcleo de Pesquisa em Biotecnologia e Biodiversidade.

Doenças relacionadas à estrutura óssea tornaram-se um problema de saúde pública. Pensando nisso, o Núcleo de Pesquisa em Biotecnologia e Biodiversidade da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) desenvolveu um estudo sobre a aplicação dos biomateriais de base de poli/polipirrol como forma de acelerar o processo de reparação óssea.

De acordo com o professor Antônio Maia, mentor da pesquisa, o estudo objetiva acelerar o processo de reparação óssea. “Teresina, sofre uma ‘epidemia’ de acidentes de trânsito, e com isso nós temos uma grande quantidade de pessoas que sofrem fraturas em decorrência desses acidentes. Nosso estudo objetiva justamente criar um substitutivo ao tecido através dos biomateriais, fortalecendo o processo de recomposição óssea”, pontua.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, em Teresina, cerca de 30% das internações hospitalares são de pessoas que sofreram acidentes de trânsito. Com isso, a quantidade de doenças relacionadas à estrutura óssea (doenças degenerativas, fraturas, neoplasias) tem crescido, e novas alternativas de reparo com biomateriais são viáveis para o melhor desenvolvimento da saúde pública e estudos ósseos.

A orientanda Laryssa Roque aponta que a pesquisa  é uma tentativa de sanar as dificuldades que a nossa saúde pública apresenta. “Atualmente, na área da saúde, há uma evidente necessidade de novas terapias dirigidas para propiciar a regeneração óssea, em virtude da alta incidência de fraturas ósseas e lesões teciduais devido à elevada frequência e a gravidade dos acidentes de trânsito que ocasionam efeitos negativos sobre as condições de saúde da população. A partir disso desenvolvemos esse estudo”, ressalta.

Os pesquisadores observaram que os compósitos químicos (PBAT/PPy/nHAp) produzidos pelo processo de eletrofiação (técnica de produção de fibras com diâmetros em escala nanométrica) e, sob essa ótica, fizeram uma Avaliação in vivo dos possíveis efeitos dos genotóxicos de compositos a base de nanofibras com nanohidroxiapatita para a utilização no reparo ósseo.

O procedimento consiste no estudo do genotóxico e sua relação com problemas ósseos inicialmente em ratos, no intuito de assegurar sua utilização e não trazer riscos futuros.  A partir dessa avaliação, observou-se diferença significante entre os grupos tratados e o do controle positivo (p<0,05), enquanto não diferiu do controle negativo, evidenciando que o produto testado, ainda que na dosagem máxima é mesmo em exposição aguda e crônica, não apresentou efeito genotóxico nos ratos.

Os resultados mostram que esse novo nanobiomaterial apresenta um grande potencial para a aplicação na medicina regenerativa como suporte para o crescimento do osso, portanto, seguras para aplicações in vivo e sua utilização viável para o desenvolvimento de novos produtos voltados para a saúde pública.

Autoria: Priscila Fernandes/Portal do Governo do PI

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