Ciência comprova que existe genes funcionando pós-morte.

É quase um consenso que depois que morremos algumas coisas no nosso organismo ainda continuam funcionando por algum tempo. Nossos cabelos e unhas, por exemplo, continuam a crescer por um tempo razoável, uma vez que até todas as células do nosso corpo pararem de funcionar leva um tempo.

Em pesquisas recentes cientistas observaram o comportamento de cerca de 1.000 genes em peixes-zebra e ratos até quatro dias depois que estes animais já tinham morrido. Grupos de genes relacionados ao câncer, à resposta imune, inflamações e resposta ao stress foram os mais ativos.

Uma grande surpresa foi verificar que alguns genes que só funcionam nas fases iniciais do nosso desenvolvimento (quando somos embriões) e que ficam bloqueados durante toda nossa fase adulta, voltam a ter atividade após a morte. Muito provavelmente fatores que estimulam suas atividades durante as fases embrionárias também os instiguem à ação após a morte

A pesquisa também analisou cerca de 9 mil amostras de 36 tipos diferentes de tecidos humanos e constatou que os genes de tecidos musculares praticamente “enlouquecem” após a morte, trabalhando fortemente. Esta mesma pesquisa constatou que 600 amostras apresentaram franca atividade: amostras do baço e do cérebro foram as mais estáveis. Amostras da pele e da gordura subcutânea mostraram-se bem ativas. Esta atividade pode ser bastante útil para medicina forense, mostrando que uma das consequências deste conhecimento seria subsidiar com novas informações perícias realizadas em vítimas de assassinato, por exemplo.

Outra aplicação da pesquisa é a possibilidade de se estudar o efeito diferenciado em receptores de órgãos transplantados, permitindo entender porque algumas pessoas convivem muito bem com o órgão transplantado, enquanto outras desenvolvem câncer por ter recebido órgão de outra pessoa.

O vídeo a seguir, produzido pela Science conta mais sobre o assunto:

Reprodução: Cidade Verde

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