MEDICINA NUCLEAR: Brasil será referência em radiofármacos com investimento de R$ 750 milhões

O Ministério da Saúde e a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa serão parceiros no desenvolvimento do primeiro Reator Multipropósito Brasileiro, um equipamento de alta tecnologia que ajuda na produção de medicamentos para tratar doenças cardíacas, neurológicas e enfermidades provocadas por complicações no sangue. Esses produtos, conhecidos como radiofármacos, também são os mais eficientes na detecção e tratamento de câncer, pois definem qual o tipo e tamanho do tumor e qual terapia mais adequada. Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, esse reator é prioridade para a saúde pública.

“Este reator multipropósitos fabrica radiofármacos que são fundamentais para o tratamento das pessoas. Nós importamos muitos desses medicamento e queremos produzir no Brasil, barateando os custos. Esta decisão de fazer um reator multipropósito tem interface com vários outros ministérios, mas pro nosso interesse é a produção de radiofármcadagora ele irá priorizar a área da saúde. Esperamos que dentro de três anos a gente esteja com esse reator operando”.

O acordo para a produção do Reator Multipropósito foi assinado durante a 15ª Reunião do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde. Além disso, o Ministério da Saúde garantiu um investimento de 750 milhões de reais que serão repassados para o desenvolvimento do projeto até o ano de 2022. Neste ano já serão repassados 30 milhões de reais. O reator nuclear dará autossuficiência ao Brasil, tornando o país uma das referências mundiais em medicina nuclear.

Brasília – O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa da 15ª Reunião do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde e anuncia parceria em medicina nuclear (José Cruz/Agência Brasil)

Reportagem, Luiz Philipe Leite.

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