EUA interrompem negociações com Brasil e aço e alumínio podem ter sobretaxa

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, esse prolongamento da isenção das sobretaxas, feito por prazo indeterminado, tem por objetivo possibilitar a finalização “em período breve” de todos os detalhes relativos de “medidas alternativas satisfatórias” que podem vir a ser aplicadas pelos Estados Unidos. A decisão de suspender as negociações foi divulgada no dia 30 de abril por parte do governo de Donald Trump.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos começaram a valer a partir de 23 de março para todos os países, exceto Brasil, Austrália, Argentina, Coreia do Sul e o bloco da União Europeia. Nesses casos, um acordo previa a isenção das sobretaxas, de 10% para o alumínio e 25% para o aço, até o último dia de abril.

A nota conjunta divulgada pelos ministérios reforça que os produtos brasileiros não ameaçam a segurança nacional dos Estados Unidos, e também destaca que as importações complementam a produção feita nos EUA. Um exemplo colocado pelos ministérios foi de que 80% das exportações brasileiras de aço são de produtos semiacabados, utilizado como base da siderurgia norte-americana.

O Brasil é o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos. O peso norte-americano é maior entre os produtos semimanufaturados – em janeiro deste ano, por exemplo, eles compraram 53% do total exportado pelo Brasil, de acordo com dados do governo federal.

Em 2017, foram exportados aos Estados Unidos mais de dois bilhões e 630 mil dólares em aço, o que representa 33% das vendas brasileiras do produto para o exterior, segundo dados oficiais do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Além disso, o Brasil exportou no ano passado mais de 120 milhões de dólares em alumínio para os americanos, cerca de 15% do total vendido para o mundo.

Reportagem, Raphael Costa/Agência Radio

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