Marina Silva sugere alterações na reforma trabalhista e defende educação como base para investimentos

Pré-candidata à Presidência da República pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva participou de sabatina realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (4). O evento, denominado Diálogo da Indústria com Candidatos à Presidência da República acontece em Brasília.

Durante o tempo destinado a falar das propostas, a ex-senadora comentou sobre as reformas governistas e deu destaque às mudanças na legislação trabalhista. De acordo com ela, apesar de ter reduzido o número de ações na Justiça, a reforma precisa ser revista para se “retirar pontos que fogem do equilíbrio entre os direitos do patrão e do empregado”.

“Sem a solução dela, de revisitar para rever aqueles aspectos draconianos da reforma trabalhista, como por exemplo, um mulher trabalhar em atividades de risco para ela e para a criança durante a gravidez, tenho absoluta certeza que nenhum de nós acha que isso é modernização das relações de trabalho. Mas, com certeza não tenho uma visão de que tudo que foi feito deva ser desprezado. Assim como não tenho uma visão de que tudo que foi feito deva ser sacralizado.”

Marina também afirmou que o país precisa investir mais em novas tecnologias e incluí-las no processo produtivo. No entanto, reconheceu que isso é impossível se a educação não for prioridade entre as políticas dos governantes.

“Não há como nos integrar as cadeia produtivas globais, ter inovação como uma educação em que apenas 30% das pessoas que terminam o nono ano conseguem ler e interpretar um texto. É impossível fazer isso coma penas 14% dos jovens que saem do ensino médio fazendo operações simples de matemática.”

Em relação ao sistema financeiro, a ex-ministra disse que é preciso trabalhar para reduzir as taxas de juros cobradas aos consumidores. Como solução paralela, Marina defendeu que é importante reduzir os gastos públicos para se chegar aos resultados esperados.

“Para que se chegue a esses resultados é preciso que se tenha também investimento e um esforço por parte do Estado. Hoje, em uma situação de completo desequilíbrio fiscal é preciso que se tenha uma ação voltada para ter redução de gasto público, redução de juros, controle de inflação, porque é isso que cria um ambiente favorável para o investimento.”

Sobre possíveis alianças com outros partidos, a ex-senadora disse que ainda é cedo para avaliar isso: “nossas alianças serão coerentes com aquilo que defendemos, que são alianças programáticas. Não apenas para ter palanque nos estados ou tempo de televisão”, garantiu a pré-candidata.

Marina Silva foi a segunda a falar, logo após o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Também participam do evento Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB) e Álvaro Dias (Podemos).

Com a colaboração de Marquezan Araújo, reportagem, Tácido Rodrigues

#Eleições2018

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *