PP reúne equipe para discutir mais uma ‘traição’ do governo Wellington Dias

Os membros do PP se reúnem na manhã desta segunda-feira (6) na mansão do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, e o assunto em pauta é o ‘desagravo’ do governador Wellington Dias (PT) com os progressistas na formação de sua equipe de secretariado. Na última semana, o petista anunciou à imprensa, com cinco meses de atraso, a nova lista de secretariados que vão compor sua equipe para gestão de 2019 a 2022.

Sem grandes surpresas e com as ‘mesmices’ indicações políticas para acomodar seus aliados, a grande surpresa na lista foi na verdade a ausência do suplente de deputado federal Mainha (PP) que era indicado pelo PP para ocupar o cargo de secretário de Meio Ambiente. Porém, a indicação para pasta foi feita pela deputada Federal Margareth Coelho (PP) indicou a própria irmã para o cargo. Desagradando seu próprio partido.

Na reunião de hoje, entre prefeitos, vereadores e deputados, mediada pelo senador Ciro Nogueira, o assunto não será outra a não ser a ‘deselegante’ estratégia do governador Wellington Dias (PT) a procurar diretamente os parlamentares do Partido do Progressistas, para que ‘um a um’, fizesse indicações para secretarias sem intermédio do partido, que no Piauí, tem além do Ciro, o deputado Júlio Arcoverde como ‘xerifes’.

Com isso, ganharam cargos no governo os progressistas Wilson Brandão (foi para secretaria de Mineração), já Helio Isaías e Firmino Paulo, indicaram familiares para secretarias. Com isso, o governador além de agradar individualmente os parlamentares, ainda abriu vaga na Alepi para acomodação de mais suplentes do PT que ocuparão o cargo de deputado na Assembleia. Além desses deputado, a deputada Federal Margareth Coelho (PP) também fez uma indicação para um cargo no governo, colocando na Semar a própria irmã.

Para os líderes progressistas, o governador continua devendo ‘cargos’ ao partido, já que a indicação da Semar e as outas foram de cunho mais pessoal entre o governador e os deputados. Nos bastidores o que se comenta é que a ação dos petistas busca enfraquecer o PP para uma eventual disputa ao governo em 2022.

Por conta disso, a reunião de hoje no ‘ninho do Ciro’ é para reforçar a grandeza dos progressista no Estado que almejam ter mais políticos eleitos (leia-se prefeitos e vereadores) em 2021, após o pleito eleitoral municipal de 2020. Além disso, o progressistas começa a trabalhar um nome para uma possível disputa ao governo em 2022, e o nome mais ‘cotado’ e outorgado pelo partido é o do próprio senador Ciro Nogueira. Há ainda quem diga que a partir de 2020 o senador vai se licenciar do cargo de senador apenas para ter mais tempo para correr o Piauí de ‘ponta a ponta’ para viabilizar seu nome. Vale lembrar, que caso isso mesma aconteça, o Ciro não irá perder o cargo no Senado já que tem como suplente sua própria mãe.

Nessa trama, digna de novela das 21h entre PP e PT no Piauí, pode-se destacar que o PT tem se saído melhor no protagonismo, tendo inclusive dado várias desilusões aos progressistas. A primeira dessas foi a não escolha da então vice-governadora Margareth Coelho para permanência da mesma posição na chapa do governista em 2018. A outra foi o não apoio ao nome de Helio Isaias que chegou a se candidatar para o cargo de presidente da Alepi, mas sem o apoio da base do governo desistiu da ideia e o resulta foi mais uma incontável reeleição de Temitocles Sampaio (PMDB). A última ‘traição’ do governo ao PP teria sido essa não indicação do Mainha para equipe do secretariado. Resta a saber então até quando o PP aguentará as ‘traições’ do poligâmico governo.

Fonte: Fala Piaui

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