Senador defende juros menores e acessíveis aos empresários do Piauí

Fundamentais para o desenvolvimento econômico, as empresas, independentemente do porte, passam por problemas que vão de burocráticos a financeiros. No Nordeste do país não é diferente. Acontece que para tentar amenizar as dificuldades durante a crise econômica enfrentada pelo país, algumas empresas do Piauí tiveram que fazer empréstimos junto ao Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Essa prática foi regulamentada pelo governo federal e tem como um dos objetivos diminuir as diferenças socioeconômicas entre as regiões do Brasil. No entanto, nem todas as companhias alcançaram a recuperação esperada e agora estão com dificuldades para quitar esses débitos.

Por esse motivo, foi elaborada uma Medida Provisória que, entre outras coisas, busca facilitar o pagamento dessas contas. A matéria está em discussão no Congresso Nacional e, na avaliação do senador piauiense Elmano Férrer (PODE-PI), pode promover a recuperação de alguns empreendimentos, o que contribui para o desenvolvimento do estado.

“As autoridades todas do estado, autoridades federais e os agentes financeiros, como bancos, têm que contribuir para a recuperação dessas empresas. Renegociando dívidas e alocando mais recursos para que elas se desenvolvam e paguem os compromissos pendentes. Ou seja, com juros menores e acessíveis para os empresários do nosso estado”, destacou o senador.

Entre outros pontos, a matéria prevê que os encargos sejam baseados no cálculo da Taxa de Longo Prazo (TLP), que é composto pela variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) e por outra taxa de juros real prefixada a cada mês.

Entre os Fundos Constitucionais de Financiamento existentes estão o FNE, que atende os estados do Nordeste; o FNO, para financiar empréstimos às empresas do Norte e o FCO, para os estados do Centro-Oeste.

Outro projeto tramita nas mãos do Legislativo federal e segue a mesma ideia de facilitar o pagamento de débitos por empresas que fizeram adesão aos Fundos. Trata-se do Projeto de Lei 5992/2016, de autoria do deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE).

O texto do PL sugere a renegociação de dívidas de empresas junto aos fundos FNO, FNE e FCO. A proposta abrange os débitos de contratos celebrados entre 28 de setembro de 1989 até a transformação da proposta em lei. Para Jorge Côrte Real, o projeto vai garantir estabilidade às empresas e contribuir para a geração de empregos.

“As empresas que investiram com os recursos dos fundos constitucionais tiveram o seu desempenho prejudicado face à mudança da economia em função dos planos econômicos que vieram nesse tempo. Então, esse projeto visa voltar o equilíbrio econômico financeiro desses financiamentos fazendo com que os empresários tenham condições de continuar e condições de voltar a produzir gerando emprego e renda”, afirma o congressista.

O prazo para pagamento desses débitos poderá ser de até 12 anos, com desconto que pode chegar a 50% do saldo. Atualmente o PL está sob análise na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e aguarda parecer do relator.

Fonte: Agência Radio

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