EDUCAÇÃO: Aleitamento materno está garantido em instituições federais de ensino

LOC.: Uma portaria do Ministério da Educação garante que mães amamentem os filhos nas escolas, universidades e outras instituições federais de ensino, independentemente de o lugar ter ou não estrutura para isto. De acordo com a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC, Ivana de Siqueira, o ato de amamentar é algo natural e não deve ser tratado com discriminação.

TEC./SONORA: Ivana de Siqueira, secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC.

“Todas as pessoas devem enxergar o gesto de uma amamentação como um gesto natural. E não precisa de constrangimentos, nem discriminação. Ao contrário, é um gesto de carinho e de proteção para a nossa sociedade, para as nossas crianças.”

BOTUCATU/SP 13-10-2015 CIDADES MAMAÇO Um grupo de mulheres fez um “mamaço” para protestar contra a decisão da escola EECA – Escola Estadual Cardoso de Almeida, que teria barrado uma jovem de 17 anos de entrar na escola, após ela atrasar para a aula porque estava amamentando a filha de 2 anos. “Ela é estudante do EECA e ainda amamenta a filha de dois anos. Se atrasou pois amamentava antes de sair, então ligou para avisar, mas a diretora disse – Nem venha, porque atrasada não vai entrar. A jovem resolveu fazer o mamaço para conscientizar a escola da importância do apoio a amamentação”, contou uma das mulheres que participou do aleitamento coletivo em frente à escola. FOTO SYDNEY TROVAO/DIARIO DA SERRA
BOTUCATU/SP 13-10-2015 CIDADES MAMAÇO Um grupo de mulheres fez um “mamaço” para protestar contra a decisão da escola EECA – Escola Estadual Cardoso de Almeida, que teria barrado uma jovem de 17 anos de entrar na escola, após ela atrasar para a aula porque estava amamentando a filha de 2 anos.
“Ela é estudante do EECA e ainda amamenta a filha de dois anos. Se atrasou pois amamentava antes de sair, então ligou para avisar, mas a diretora disse – Nem venha, porque atrasada não vai entrar. A jovem resolveu fazer o mamaço para conscientizar a escola da importância do apoio a amamentação”, contou uma das mulheres que participou do aleitamento coletivo em frente à escola. FOTO SYDNEY TROVAO/DIARIO DA SERRA

LOC.: Para o ministro da Educação, Mendonça Filho, a medida vai estimular a cultura da convivência e do respeito ao próximo, além de acolher as mães que estão nesta fase.

TEC./SONORA: Mendonça Filho, ministro da Educação.

“A gente marca um estímulo, garante dentro da rede de educação superior que, cada vez mais, a gente tenha o acolhimento adequado por parte de mulheres que estão em fase de aleitamento materno.”

LOC.: Para a chefe de cozinha Larissa Cordeiro, quanto mais as mulheres amamentarem livremente, menos preconceito e mais respeito elas terão.

TEC./SONORA: Larissa Cordeiro, chefe de cozinha.

“Amamentar não é atentado ao pudor. O conceito está totalmente deturpado, hoje em dia. Você vê aí cenas de agressividade, gente tendo ataques… enfim. A mulher tem todo o direito de amamentar da forma que ela quiser, com a maior tranquilidade, com a maior naturalidade. Sem ter também o constrangimento de ter um homem parado, para ficar olhando meu peito de fora. Então quanto mais mães tiverem esta consciência de botar o peito para fora e amamentar livremente, esta ideia de pudor vai acabar e vai aumentar o respeito.”

LOC.: A pesquisadora e consultora de direitos humanos das mulheres, Ana Liesi Thurler, comemora a iniciativa.

“Em um momento que nós temos tantas noticias negativas para os direitos das mulheres, quando surge uma notícia boa nós temos que divulgar, mostrar para as mulheres que um direito seu está sendo reconhecido. Então eu achei muito boa esta medida.”

LOC.: O direito de amamentar independe da existência de locais, equipamentos ou instalações reservados exclusivamente para esse fim.

Reportagem, Cintia Moreira

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