Instituto de DNA do Piauí facilitará a identificação de autores de crimes

A governadora em exercício, Regina Sousa, recebeu, nesta terça-feira (29), no Palácio de Karnak, a subsecretária de Segurança Pública, delegada Eugênia Villa. Na ocasião, discutiram estratégias relacionadas à implementação do Instituto de DNA do Piauí (IDNA) que possibilitará à SSP, entre outras ações, a realização de exames para a identificação de criminosos.

De acordo com Villa, o Estado já recebeu os equipamentos avaliados em aproximadamente R$ 4 milhões e que foram doados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). “A contrapartida do Piauí é providenciar o prédio que está quase concluído e deve ser inaugurado até o final do mês de março. Contamos inclusive com peritas criminais bastante capacitadas e com experiência na Força Nacional”, comenta.

Segundo a subsecretária, no instituto, será possível realizar exames de DNA com amostras colhidas em cenas de crime, por exemplo. Dessa forma, torna-se mais fácil e rápido identificar autores de atos criminosos. “Vamos vencer todo um passivo de crimes sexuais e de alto risco. Casos nos quais o autor nega a autoria e que agora teremos uma prova praticamente irrefutável. Sem esse laboratório, as amostras precisavam ser levadas para outros estados. Com o IDNA, também implementaremos o banco de perfil genético, que é um sistema que faz parte de uma política nacional e se integra a um sistema nacional de estatística policial”, adianta Villa.

O banco de perfil genético piauiense será integrado a estruturas semelhantes que já existem em outros estados. “Dessa forma, se um criminoso que explode um banco no Rio de Janeiro for preso aqui, já saberemos rapidamente do seu histórico”, explica a subsecretária. Ela acrescenta que já está sendo um feito trabalho de coleta de amostras dos reeducandos do sistema prisional e que estes dados também farão parte do banco de perfil genético.

Segundo a governadora em exercício, Regina Sousa, um cronograma está sendo elaborado para que a coleta possa ser feita nas unidades prisionais de todo o Piauí. “Nós não possuímos um laboratório de genética forense, por isso não fazíamos parte ainda da rede integrada. A criação do Instituto é um grande passo contra a impunidade no nosso estado”, afirmou.

No encontro, ambas trataram ainda de propostas de parcerias privadas voltadas ao enfrentamento à violência contra mulheres no âmbito do acolhimento por equipe multidisciplinar e acesso a postos de trabalho à mulheres em situação de risco atendidas nas Delegacias da Mulher, Delegacia do Feminicídio e Plantão Metropolitano de Gênero em Teresina.

Fonte :Fala Piaui

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