Minirreforma trabalhista é importante para Brasil avançar, afirma deputado Marcus Vicente

LOC.: Enviada pelo governo ao Congresso Nacional, no fim de 2016, o projeto da minirreforma trabalhista deve ser apresentado pelo relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) no início de abril. A comissão da Câmara que analisa o tema deverá votar o texto ainda no mesmo mês.
O projeto que tem a intenção de modernizar as Leis do trabalho poderá possibilitar, entre outras coisas, a divisão das férias em até três vezes e mudanças na jornada de trabalho sejam negociadas diretamente com os empregadores, desde que respeitadas às 44 horas previstas na Constituição.
Na próxima segunda-feira, o projeto será o tema de uma audiência pública, a partir das 8h da manhã, na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, em Vitória. O deputado federal Marcus Vicente, do PP capixaba explica porque é a favor da medida.
 
TEC./SONORA: Marcus Vicente, deputado federal (PP-ES)
 
“Eu acho que a reforma é muito importante para o Brasil avançar, para a gente diminuir essa gama de desempregados. Nós temos que diminuir essas diferenças, esses grandes entraves que existem nas Leis trabalhistas, flexibilizá-las, para que o mercado possa absolver com mais tranqüilidade e gerar mais emprego.”
 
LOC: Na última quinta-feira, durante uma audiência publica na Comissão Especial que discute a minirreforma, o professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo, Hélio Zylberstajn disse que a longo prazo, a reforma pode trazer reflexos na criação de novos empregos.
 
TEC./SONORA: Hélio Zylberstajn, professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP)

“A reforma não cria emprego, é claro que ela não cria emprego. O que cria emprego é investimento, é crescimento. Mas a reforma ela faz coisas importantes, quando ela aumenta o espaço da negociação, ela cria uma oportunidade para que os compromissos entre as partes se acentuem. Isso tem reflexos em rotatividade, em produtividade e lá na frente vai ter reflexos em emprego também.”
LOC.: A minirreforma trabalhista vai permitir, entre outras coisas, a possibilidade de trabalhar de casa quando preciso e que os empregados possam trabalhar mais horas na semana para negociar um dia a mais de descanso.
Reportagem, João Paulo Machado

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